domingo, 27 de dezembro de 2009
Primeira entrevista
Uma entrevista.
A primeira.
Quem sabe se a última.
Adorei o "stress" de tentar responder da melhor forma.
E depois mandar tudo às malvas e responder de uma penada quando aguardava no quarto do hospital para saber se a operação da Maria do Céu tinha corrido bem.
Contrastes.
Encontros e desencontros.
Obrigado Carmen
http://palavrafiandeira.blogspot.com/2009/12/palavra-fiandeira.html
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
estado de espírito
Saltei entre vários "mundos", vi-me perdido sem perceber que caminho percorrer.
Os que sempre me acompanharam estranharam e desvalorizaram a "pancada" que julgaram momentânea.
Não é.
Sou assim.
Insatisfeito e em busca da felicidade.
Uma utopia?
Talvez.
Mas é a minha utopia, que persigo.
Esta música acompanhou-me, agora que é tempo de receber a alegria de braços abertos, desfaço-me dela.
a primeira crítica musical
http://diariodigital.sapo.pt/disco_digital/news.asp?id_news=37034
sábado, 14 de novembro de 2009
Dogtooth
Num cartaz rico, encaixado numa cuidada e capaz organização, com várias e justas homenagens a "monstros sagrados", houve uma sinopse que me despertou toda a atenção.
O jornal Público descreve-o assim:
Dogtooth, a inquietante história de três irmãos – duas raparigas e um rapaz – que vivem numa casa rodeada por um muro alto, que literalmente os separa do mundo exterior. Nenhum deles faz a menor ideia do que está para lá da barreira, não sabem o que é um gato ou um telefone. São educados pela mãe, e só o pai sai de casa, para trabalhar".
Até onde pode um ser humano ir na sua loucura?
O que realmente nos faz falta?
De um egoísmo atroz, o filme é soberbo e parece-me que será ainda muito falado.
Tem cenas verdadeiramente divertidas (não somente aquelas em que um "fora de contexto" David Byrne ria de forma estridente e para todos ouvirem) e outras que não nos deixam sossegados na cadeira.
E a reacção da audiência que se manifesta horrorizada com um gato morto e não com uma cena de incesto?
Que nada diz numa cena de sexo oral explícito?
E depois chegou o Cronenberg e as super tias, os vestidos e os blazers aprumados, mas a magia já tinha acontecido.
sábado, 7 de novembro de 2009
Clarice Lispector
Clarice Lispector
(está a ser um vício descobrir-te, oh Clarice!)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
pincéis
nome masculino
choque de elementos contrários; discórdia; antagonismo; oposição
luta entre dois poderes com interesses antagónicos; guerra
altercação; desordem; disputa
momento crítico
estado de hesitação entre tendências ou impulsos antagónicos
confronto de princípios ou leis que se contradizem mutuamente e impossibilitam a sua aplicação
(Do lat. conflictu-, «choque; embate; luta»)
Sinto-me assim.
Inquieto, ansioso, em permanente conflito (este novo acordo ortográfico é cá uma coisa!).
Hoje foi dia de desilusões, ou talvez de confirmações.
Há algum tempo foi-me dado um conselho: "limpa o que não te interessa".
Sou demasiado indeciso para perceber o que isso é.
Mas existe a escolha natural das coisas.
Todos sofremos pelo mesmo motivo e no entanto esse sofrimento é diferente para cada um de nós.
Há um caminho a fazer, espero que tranquilamente, com coragem.
Hoje virou-se uma página, A página.
Nunca mais nada será igual.
Amanhã é outro dia. Vou pintá-lo com as minhas cores.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
day after
Não sou, claro, excepção e, talvez por isso, o dia traga sempre consigo uma certa dose de nostalgia, entre outros sentimentos que não deixam um permanente insatisfeito como eu, tranquilo.
É muito bom receber o carinho dos que se recordam e perceber que os outros(a Soraia Chaves por exemplo) são tão distraídos como eu.
O dia seguinte chega a ser angustiante e quando trabalhamos dentro de quatro paredes, quem não "reza a todos os santinhos" para chegar rapidamente a hora de saída?
Hoje preparei-me para essa hora e depois do mergulho e antes e após a corrida, captei estes momentos que, penso, não precisam de palavras
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Eleições
Nas Europeias desconhecemos, não só o nome da maioria dos eleitos, como o que lá irão tentar fazer.
Nas legislativas assistimos à queda de uma senhora que não deveria ter ido a votos após um choque frontal que teve (Não...! é mesmo assim a cara dela????? Não posso!!!!!!!!).
Nas autárquicas, o circo habitual: Candidatos condenados e reeleitos, presidentes dos electrodomésticos e bilhetes do Tony Carreira...
O voto de esperança foi dado pela população de Felgueiras, que mandou a Fatinha às urtigas.
E o que o povo discute? Porque não festejou o Simão o golo à Hungria?
Por há mais de dois anos não ganharem um jogo em casa e ter ficado surpreendido?
Por pensar: "eu estou a jogar?" "e agora?";
Por considerar que os portugueses são ingratos ao não colocarem uma petição para ser ele o capitão?
Por ser parvo?
Dia 12 de Outubro...grande dia...hoje chega às lojas o novo disco da Ana Moura.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
playground love
Carro com tanta luz a acender que por vezes penso se não estamos já em Dezembro.
Tempo de férias temperado a chuva.
A dor que nos liberta é sempre assim tão intensa? tão devastadora?
"Não sei se é amor que tens, ou amor que finges
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo.
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva.
É verdadeira. Aceito,
Cerro os olhos: É bastante.
Que mais quero?"
Odes/Ricardo Reis
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Cuerpo de mujer...
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
?Ah los vasos del pecho! ?Ah los ojos de ausencia!
?Ah las rosas del pubis! ?Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
Pablo Neruda
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
para ti
seguiu serena
na tranquilidade do olhar
que nos últimos dias te viu ter.
Na magia de te ver crescer
no tanto te amar
como uma brisa amena na folha de uma assucena
de um branco polar.
O teu anjo da guarda tem nome
olha por ti a todo o instante
sopra-te ao ouvido canções
de um tempo distante.
Unem-se os vossos corações
em perfeita comunhão
no canto dourado
que de mais sagrado
guarda a lembrança da sua mão.
Na sua vaidade imensa
no seu constante falar
no tanto que reclamava
com quem mais amava
numa chama intensa
que jamais se irá apagar.
porque em ti
ela vive...